
O aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, está cada vez mais ganhando destaque durante as Eleições 2026 por permitir que eleitores denunciem possíveis irregularidades cometidas por candidatos e partidos. Na Bahia, o sistema também vem sendo utilizado para comunicar à Justiça Eleitoral situações envolvendo propaganda eleitoral e conteúdos publicados na internet.
Na prática, o eleitor pode registrar uma denúncia pelo Pardal e apresentar fotos, vídeos, áudios ou links que ajudem a comprovar a possível irregularidade. A denúncia é então encaminhada para análise da Justiça Eleitoral.
É nesse ponto que o aplicativo pode ter relação com o bloqueio de contas de candidatos. O Pardal não realiza diretamente o bloqueio de perfis em redes sociais, mas uma denúncia registrada na plataforma pode dar origem a um procedimento judicial. Se a Justiça Eleitoral entender que houve uma infração, pode determinar a retirada de uma publicação, a suspensão de determinado conteúdo ou, em situações específicas, outras medidas sobre a conta utilizada na campanha.
Ou seja, quando uma conta de candidato é bloqueada após uma denúncia, não significa que o aplicativo tenha realizado o bloqueio. O Pardal funciona como um canal de fiscalização e encaminhamento de denúncias, enquanto a decisão sobre eventual punição ou retirada de conteúdo cabe à autoridade eleitoral competente.
O uso do sistema ganhou importância nas eleições deste ano justamente porque a propaganda eleitoral também ocorre de forma intensa nas redes sociais. Na Bahia, o TRE-BA estabeleceu procedimentos específicos para a operacionalização do Pardal durante o processo eleitoral.
É importante ainda destacar que uma denúncia registrada no Pardal não significa, automaticamente, que o candidato tenha cometido uma irregularidade. O caso precisa ser analisado pela Justiça Eleitoral, que poderá confirmar ou não a existência da infração e determinar as medidas cabíveis.
Com o aumento da fiscalização durante a campanha, candidatos e equipes devem ficar atentos às regras da propaganda eleitoral, especialmente nas redes sociais, onde uma publicação considerada irregular pode ser denunciada e acabar sendo analisada pela Justiça Eleitoral.


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