
O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a adotar novas diretrizes para o tratamento da fibromialgia, ampliando o acesso dos pacientes a um cuidado mais completo e humanizado. A atualização reforça a importância do atendimento multidisciplinar, integrando diferentes especialidades no acompanhamento da doença, que é caracterizada por dor crônica generalizada, fadiga, distúrbios do sono e alterações emocionais.
Com as novas orientações, o tratamento deixa de ser centrado apenas no uso de medicamentos e passa a incluir, de forma mais estruturada, terapias como fisioterapia, atividade física orientada, acompanhamento psicológico e, quando necessário, suporte psiquiátrico. A proposta é oferecer uma abordagem individualizada, levando em consideração a intensidade dos sintomas e o impacto na qualidade de vida de cada paciente.
As diretrizes também reforçam a capacitação de profissionais da Atenção Primária à Saúde para identificar precocemente os sinais da fibromialgia, evitando atrasos no diagnóstico e no início do tratamento. O objetivo é garantir que o acompanhamento possa começar nas unidades básicas de saúde, com encaminhamento para especialistas apenas quando houver necessidade.
Outro ponto importante é o reconhecimento da fibromialgia como uma condição que exige cuidado contínuo. O SUS passa a estimular planos terapêuticos personalizados, com metas definidas entre equipe de saúde e paciente, promovendo maior adesão ao tratamento e melhora funcional.
A ampliação das estratégias representa um avanço para milhares de brasileiros que convivem com a doença, oferecendo mais acesso, acolhimento e qualidade no atendimento dentro da rede pública de saúde.
Redação


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