
A temporada de entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 já começou a mobilizar milhões de contribuintes em todo o país. A declaração deste ano se refere aos rendimentos recebidos em 2025 e deve seguir, em grande parte, as mesmas regras aplicadas no ano anterior.
Mesmo sem grandes mudanças estruturais no processo de declaração, especialistas orientam que os contribuintes fiquem atentos às regras, prazos e novas medidas anunciadas pelo governo federal que podem impactar os próximos anos.
De modo geral, deve declarar o imposto quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 ao longo de 2025, além de contribuintes que se enquadram em outras situações específicas, como possuir bens de alto valor ou ter obtido ganhos com investimentos e venda de patrimônio.
A declaração inclui todos os ganhos registrados entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025, como salários, aposentadorias, rendimentos de investimentos, aluguéis e outras fontes de renda.
O calendário oficial costuma seguir o padrão dos anos anteriores, com o prazo iniciando em março e se estendendo até o final de maio. Quem perder o prazo estará sujeito a multa, que pode chegar a 20% do imposto devido.
A recomendação da Receita Federal é que os contribuintes organizem documentos e informes de rendimento com antecedência para evitar erros e atrasos no envio.
Uma das ferramentas que vem sendo cada vez mais utilizada é a declaração pré-preenchida, que traz automaticamente diversas informações do contribuinte, como dados de rendimentos, pagamentos e bens registrados em bases oficiais. Esse modelo facilita o preenchimento e reduz a chance de erros. Em anos recentes, mais da metade das declarações já foi enviada utilizando esse formato.
Entre as mudanças anunciadas recentemente pelo governo está a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, além de redução gradual do imposto para rendas de até R$ 7.350. No entanto, essa regra não se aplica à declaração de 2026, pois ela considera os rendimentos de 2025. As mudanças só terão impacto na declaração que será entregue em 2027, referente aos ganhos de 2026.
Especialistas alertam que erros simples continuam sendo um dos principais motivos para contribuintes caírem na chamada malha fina. Divergências entre informações declaradas e dados enviados por empresas, bancos ou planos de saúde estão entre as falhas mais comuns.
Redação


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