A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou, nesta quinta-feira (26), a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A medida foi aprovada em votação simbólica de um pacote de 87 requerimentos, que incluíram pedidos direcionados também a outras pessoas e instituições sob investigação.

A decisão da CPMI ocorreu em meio a grande tensão no plenário. Após o anúncio do resultado, parlamentares aliados ao governo contestaram a forma como a votação foi conduzida, alegando que a contagem não respeitou o regimento, e se aproximaram da mesa diretora para protestar. O confronto gerou empurra-empurra e confusão entre os parlamentares, levando à suspensão temporária da sessão.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que a votação seguiu o regimento e que a contagem foi feita conforme permitido em votação simbólica, na qual apenas os votos contrários são registrados individualmente.

Parlamentares governistas anunciaram que irão recorrer ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, pedindo a anulação da medida por supostas irregularidades no processo de votação.

A inclusão de Lulinha nas quebras de sigilo acontece no contexto das investigações da CPMI sobre fraudes e irregularidades na concessão de benefícios do INSS, que têm sido alvo de intensos debates no Congresso.

O desdobramento das quebras de sigilo poderá trazer mais informações sobre eventuais movimentações financeiras e relações com outros investigados.

Redação

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