
A Moscamed, em parceria com o Ministério da Saúde, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) e a Secretaria Municipal de Saúde de Pesqueira (PE), deu início, em dia 14 de janeiro, às liberações semanais de mosquitos machos estéreis do Aedes aegypti, com o objetivo de combater as arboviroses na Aldeia de Cimbres.
Serão liberados cerca de 200 mil mosquitos machos por semana, totalizando aproximadamente 800 mil por mês, com previsão de continuidade até o final de 2026.
A Aldeia de Cimbres, localizada em Pesqueira (PE), será o primeiro território indígena do país a receber o Aedes estéril por meio da Técnica do Inseto Estéril (TIE). Essa estratégia consiste na produção em larga escala de mosquitos machos que, ao serem liberados na natureza, copulam com as fêmeas selvagens sem gerar descendentes, contribuindo para a redução da população do Aedes aegypti.
A tecnologia da TIE integra as diretrizes do Ministério da Saúde para reduzir os casos de dengue, zika e chikungunya em áreas vulneráveis, como territórios indígenas. Os machos estéreis não transmitem doenças e não causam impactos negativos ao meio ambiente.
A produção dos mosquitos é realizada pela Moscamed Brasil, organização social com sede em Juazeiro (BA). Os lotes são produzidos em laboratório e enviados semanalmente para Pesqueira, com apoio da Secretaria de Saúde de Pernambuco.
Para a bióloga e responsável técnica da Moscamed, Aline Macedo, a iniciativa representa um marco no combate às arboviroses em territórios indígenas:“Estamos preparados para esse desafio, que é um avanço na saúde dos povos indígenas. Vamos usar o mosquito para combater o próprio mosquito, sem agredir o meio ambiente e respeitando as tradições locais”, destacou.
Sobre a Técnica do Inseto Estéril (TIE)
A TIE é uma tecnologia segura e eficaz, utilizada internacionalmente. No laboratório da Moscamed, os mosquitos são criados e os machos passam por um processo de irradiação que os torna estéreis. Ao serem soltos na natureza, buscam as fêmeas selvagens e, ao copular, não geram descendentes, contribuindo para a redução gradual da população do Aedes aegypti.
Ascom/Moscamed


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