Pesquisas de opinião realizadas nos últimos anos por institutos independentes, como o Datanálisis, além de levantamentos associados à Pesquisa Nacional de Condições de Vida (ENCOVI) e dados citados por organismos internacionais, apontam que a rejeição ao governo de Nicolás Maduro é majoritária entre os venezuelanos.

O descontentamento da população está ligado, principalmente, à crise econômica prolongada que atingiu o país, ao processo de hiperinflação que reduziu drasticamente o poder de compra, ao colapso de serviços públicos essenciais e às denúncias recorrentes de repressão política.

Apesar disso, analistas destacam que a insatisfação popular nem sempre está diretamente relacionada à rejeição a um partido político ou a uma ideologia específica. Em muitos casos, o desagrado está associado à forma como o poder foi exercido ao longo dos anos, incluindo decisões econômicas, centralização da autoridade, limitações ao diálogo institucional e a condução de crises sociais e políticas.

Esse entendimento ajuda a explicar por que a rejeição ao governo Maduro aparece de maneira transversal, alcançando tanto setores historicamente ligados ao chavismo quanto grupos da oposição.

Para parte da população, a crítica não se concentra na identidade partidária, mas sim no desempenho do governo e nas características da liderança, avaliadas a partir dos impactos diretos no cotidiano da sociedade.

O cenário reflete uma demanda por mudanças estruturais, maior estabilidade institucional e políticas públicas capazes de reverter o quadro da longa crise.

Da Redação-InformandoBlog

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