Em 1º de janeiro de 2026, logo nas primeiras horas do ano, os brasileiros já haviam desembolsado cerca de R$ 10,8 bilhões em impostos, taxas e contribuições, segundo dados do Impostômetro, ferramenta que acompanha em tempo real o total arrecadado pelos governos federal, estadual e municipal. Esse número impressionante começou a ser contabilizado desde a virada do ano e revela o ritmo intenso de arrecadação tributária no país logo no início do calendário fiscal.

O Impostômetro, painel mantido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), é considerado um termômetro da carga tributária brasileira e reflete todos os tributos pagos pelos contribuintes, incluindo impostos sobre consumo, renda, patrimônio e demais taxas obrigatórias. Na reta final de 2025, a arrecadação tributária bateu recordes e chegou a quase R$ 4 trilhões ao fim do ano anterior, o que explica, em parte, o alto montante contabilizado já nas primeiras horas de 2026.

A pressão tributária elevada não passou despercebida pela população. No segundo semestre de 2025, muitos consumidores brasileiros passaram a buscar alternativas para escapar dos chamados “impostos abusivos”, especialmente em compras de bens de consumo eletrônico e vestuário. Uma das soluções encontradas foi deslocar compras para países vizinhos, como o Paraguai, onde a carga tributária sobre produtos é muito menor e os custos de produção podem ser até 40 % inferiores, resultado de um modelo tributário mais leve e de incentivos fiscais voltados à exportação.

Especialistas apontam que a preferência por compras no exterior e a busca por redução da carga tributária refletem um descontentamento crescente com o sistema tributário brasileiro, considerado complexo e oneroso. Além disso, mudanças em regras de tributação sobre compras internacionais e o fim de algumas isenções contribuíram para que parte dos consumidores mudasse seus hábitos, optando por viagens de compras ou aquisições diretas em países com menos encargos fiscais.

Diante desses números e tendências, economistas defendem a necessidade de reformas estruturais no sistema tributário para torná-lo mais simples e menos pesado, com o objetivo de aliviar o bolso do cidadão e estimular o consumo e a competitividade.

Enquanto isso, o Impostômetro segue como um lembrete constante do peso dos tributos no cotidiano dos brasileiros, um valor que continua a subir a cada segundo, mesmo nos primeiros dias do ano.

Da Redação-InformandoBlog

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