A madrugada deste sábado (1), surpreendeu os moradores de diversos bairros da orla de Santos e deixou muitos de “orelha em pé”. Entre as 2h30 e 3h, residentes da Ponta da Praia, do Gonzaga, do José Menino e até de áreas mais internas como o Estuário relataram ter ouvido um som estranho emergindo do mar. O ruído foi descrito como um “ronco profundo”, um “rangido metálico”, ou ainda “como se algo gigantesco estivesse se movendo sob as águas”

“Era como se algo enorme estivesse respirando. Não parecia barco, não parecia vento”, disse um morador do Gonzaga.
“Já ouvi isso antes, mas dessa vez foi mais forte. Parecia que vinha de longe, mas ao mesmo tempo debaixo da terra. Sério, arrepia”, contou uma moradora da Ponta da Praia.

Ao ser questionada, a Codesp, Autoridade Portuária de Santos afirmou que não houve qualquer anormalidade na entrada ou saída de navios durante a madrugada. Sem registros de manobras, sem atividades fora do padrão. Ou seja: não foi navio que fez o barulho.

O episódio reacende uma antiga lenda da cidade: há décadas, moradores relatam o chamado “som do mar que respira” em madrugadas silenciosas. O fenômeno, em outras partes do mundo, é semelhante ao que se conhece como The Hum, um som grave, contínuo, difícil de localizar, que intriga ouvintes e pesquisadores.

Nesta ocasião, porém, a intensidade foi considerada uma das maiores já registradas por residentes da orla santista. Moradores e curiosos que vivem ou passam pela cidade estão sendo convidados a relatar suas experiências. Vídeos, áudios ou testemunhos nas redes sociais ajudam a montar um mapa da incidência do fenômeno ao longo das madrugadas.

Enquanto isso, cientistas, oceanógrafos e especialistas em acústica marinha observam com interesse. O som pode ter origem variada, desde movimentos tectônicos leves, emissão de ar de lagunas submarinas, até mesmo atividades humanas pouco visíveis e que reverberam de forma inesperada.

Para a população local, o alerta é duplo. Por um lado, a fascinação pelo mistério, por outro, a curiosidade ou o receio do que pode estar se movimentando sob as águas calmas da Baixada Santista.

Da redação com informações do Desenrola Santos

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