Juazeiro, no norte da Bahia, foi palco do 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA), realizado entre os dias 15 e 18 de outubro. Com o tema “Agroecologia, convivência com os territórios brasileiros e justiça climática”, o evento reuniu milhares de pessoas entre pesquisadores, estudantes, agricultores familiares, gestores públicos, povos tradicionais e movimentos sociais, para quatro dias de intensos debates, trocas e celebrações culturais.

O congresso contou com uma ampla programação: conferências, painéis temáticos, plenárias, oficinas, feiras e exibição de filmes. Destaques como os Tapiris de Saberes, a Comedoria Carrancas, a Cozinha Agroecológica Dandara dos Palmares, a Tenda Rachel Carson e o Festival de Arte e Cultura da Agroecologia (FACA) criaram um ambiente de convivência, aprendizado e valorização dos saberes tradicionais.

Além das atividades acadêmicas, o evento promoveu rodas de conversa sobre políticas públicas, ciência e inovação agroecológica, além de espaços voltados para mulheres, juventude e povos tradicionais. Foram submetidos cerca de 3.200 trabalhos, com 2.707 aprovados para apresentação nos Tapiris de Saberes.


Os conteúdos foram organizados em 19 eixos temáticos, abordando temas como agricultura urbana, biodiversidade, inovação camponesa, agroflorestas, soberania alimentar, combate aos agrotóxicos e justiça climática. A estrutura favoreceu o diálogo entre o conhecimento científico, técnico e popular, um dos pilares da agroecologia.

Os Tapiris de Saberes foram o coração do evento, aproximando agricultores, técnicos e pesquisadores em torno de práticas reais de manejo agroecológico.
A feira de produtos e gastronomia local também ganhou destaque, valorizando a produção familiar e fortalecendo a economia solidária. Já o Festival FACA e as rodas culturais trouxeram expressões artísticas e tradições do semiárido, unindo arte, ciência e luta social.

A realização do congresso em Juazeiro teve significado especial. O Vale do São Francisco, reconhecido por sua agricultura irrigada, serviu como cenário ideal para discutir convivência com o semiárido e justiça climática.
Além de impulsionar debates científicos, o evento movimentou a economia local com hospedagens, transporte, gastronomia e turismo, deixando um legado para a região.

O 13º CBA consolidou redes de agricultores, pesquisadores e gestores públicos, fortalecendo políticas voltadas à agroecologia, soberania e segurança alimentar.
Também lançou projetos colaborativos nacionais e internacionais, reafirmando o papel da agroecologia como instrumento de resistência e inovação diante das mudanças climáticas.

O 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia reuniu diversas parcerias que fortaleceram o evento. Entre os apoiadores estiveram a ABA-Agroecologia, Univasf, IRPAA, SASOP, ASA, UNEB, IFSertãoPE e Embrapa. Contou também com apoio de órgãos públicos como MDA, Consea, Conab e Seagri-BA.

Da Redação-Informando Blog

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