
Uma tragédia sem precedentes abalou a Índia nesta quinta-feira (12). Um avião da companhia Air India, modelo Boeing 787‑8 Dreamliner, que fazia o voo AI171 de Ahmedabad para Londres, caiu segundos após a decolagem, matando pelo menos 290 pessoas, segundo informações da polícia local. A bordo da aeronave estavam 242 pessoas, entre passageiros e tripulantes, e, de forma surpreendente, apenas uma delas sobreviveu: um cidadão britânico de origem indiana, identificado como Vishwash Kumar Ramesh, de 40 anos.
O acidente ocorreu pouco depois das 13h30 (horário local), quando o avião decolou do Aeroporto de Ahmedabad. Menos de um minuto após levantar voo, o piloto emitiu um chamado de emergência, um “Mayday”, indicando que havia algo errado. Dados de radar mostram que o avião alcançou cerca de 625 pés de altitude (aproximadamente 190 metros) antes de perder contato com a torre de controle. Em seguida, a aeronave colidiu com um prédio residencial, especificamente um albergue estudantil do campus do BJ Medical College, atingindo dezenas de pessoas que estavam no local.
Estima-se que pelo menos 49 vítimas estavam em solo no momento do impacto, incluindo estudantes de medicina, e muitas delas também morreram ou ficaram gravemente feridas.
As imagens do local são devastadoras, com destroços espalhados, o prédio parcialmente destruído e corpos entre os escombros. Equipes de resgate atuaram durante horas para conter o incêndio, prestar socorro e localizar vítimas. A Air India e o governo indiano mobilizaram suporte médico e psicológico às famílias das vítimas, além de iniciar uma apuração rigorosa das causas do acidente.
Segundo as autoridades indianas e britânicas, este é o pior desastre aéreo no país nos últimos anos e também o primeiro acidente fatal com um Boeing 787 desde que o modelo começou a operar, em 2011.
Entre os mortos, estavam 169 cidadãos indianos, 53 britânicos, 7 portugueses e 1 canadense. Uma das vítimas ilustres foi o ex-governador do estado de Gujarat, Vijay Rupani. Apesar da dimensão da tragédia, um milagre foi registrado: Vishwash Kumar Ramesh, passageiro do assento 11A, na fileira de saída de emergência, conseguiu sobreviver. Ainda em estado de choque, ele relatou que não sabe como escapou com vida, apenas se lembra de abrir os olhos em meio aos destroços e correr. Imagens divulgadas mostram o homem com ferimentos visíveis, mas consciente e andando com auxílio. Sua sobrevivência será analisada pelas autoridades para entender melhor as circunstâncias do acidente.
O governo da Índia criou um comitê de investigação formado por autoridades da aviação civil, representantes da Boeing e especialistas internacionais. As caixas-pretas da aeronave já foram localizadas e serão analisadas nos próximos dias. A hipótese inicial é de uma falha técnica grave logo após a decolagem, mas ainda é cedo para determinar as causas exatas do acidente. O primeiro-ministro Narendra Modi prestou condolências às famílias das vítimas, assim como o governo britânico, que acompanha de perto o caso devido ao número elevado de cidadãos do Reino Unido entre os passageiros.
O acidente do voo AI171 ficará marcado como um dos mais devastadores da história da aviação moderna, não apenas pelo número de mortos, mas também pelo impacto emocional e estrutural que causou. As investigações agora têm o papel fundamental de esclarecer o que levou à queda do avião e evitar que tragédias como essa se repitam no futuro.
Da Redação


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