
O atacante Pedro Severino, de 19 anos, do Red Bull Bragantino, deixou o Hospital em Ribeirão Preto na manhã desta terça-feira (10), após permanecer internado por aproximadamente 96 dias em decorrência de um grave acidente de carro ocorrido no dia 4 de março, na Rodovia Anhanguera, em Americana (SP)
Pedro viajava com colegas e um motorista particular quando o veículo colidiu com a traseira de um caminhão. O atacante sofreu traumatismo craniano severo e foi hospitalizado em estado crítico. O hospital de Americana chegou a iniciar o protocolo de diagnóstico de morte cerebral, mas interrompeu o procedimento ao detectar reflexo de tosse, indício de atividade no tronco encefálico
Após essa reação inesperada, Pedro foi transferido para Ribeirão Preto, onde permaneceu sob os cuidados de uma equipe multidisciplinar composta por intensivistas, neurocirurgiões e neurologistas. Durante o tratamento, foi retirado da UTI, passou a respirar sem aparelhos, caminhou com ajuda e até iniciou comunicação verbal
O pai, ex-jogador Lucas Severino, compartilhou em redes sociais a emoção ao afirmar: “Depois de muita angústia, muito choro, porém muitas surpresas e muitas alegrias, o Pedro está vivo e viverá!”.
O Bragantino também manifestou apoio, ressaltando que seguirá acompanhando a reabilitação do atacante. Está prevista uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (12), às 9h30, no hospital, para esclarecer os próximos passos do tratamento. O acompanhamento de casos como o de Pedro é importante por mostrar que, mesmo diante de um quadro crítico, com protocolo de morte encefálica em curso, alguns reflexos podem impedir o diagnóstico definitivo. Esse episódio reforça a complexidade médica envolvida na definição de morte cerebral e destaca a importância da cautela nos processos de declaração oficial do quadro clínico
A alta de Pedro Severino é um marco significativo e traz esperança sobre seu processo de recuperação, embora os médicos já indiquem que ele ainda enfrentará um longo caminho pela frente. Uma vitória humana que repercute no esporte e na medicina.
Da Redação


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