A inflação brasileira acumula sete meses consecutivos fora da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), acendendo um sinal de alerta para a economia do país. Mas o que isso realmente quer dizer e como pode impactar a vida do cidadão comum?

A meta de inflação é um valor definido pelo governo como ideal para garantir a estabilidade da economia. Ela é calculada com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede o aumento dos preços de uma cesta de produtos e serviços consumidos pelas famílias.

O Banco Central é o principal órgão responsável por controlar a inflação. Para isso, costuma usar a taxa Selic como ferramenta, ao aumentá-la, o consumo desacelera e os preços tendem a cair. Porém, isso também pode impactar o crescimento econômico.

Para 2025, a meta de inflação foi fixada em 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o IPCA poderia variar entre 1,5% e 4,5% sem ultrapassar o limite. No entanto, os últimos dados mostram que o índice permanece acima do teto da meta, o que preocupa analistas e afeta diretamente decisões econômicas no país.

Vários fatores contribuem para esse cenário, como: A alta nos preços dos alimentos e combustíveis, custos elevados na produção industrial e agrícola, oscilações do dólar, conflitos internacionais e suas consequências econômicas. Fatores internos também contribuem, com o consumo aquecido e políticas fiscais mais flexíveis. Embora em abril o IPCA tenha desacelerado e ficado em 0,43%, o acumulado em 12 meses continua fora do intervalo esperado.

No dia a dia, esses indicies afetam quando o poder de compra do salário diminui, fica mais caro financiar bens, como carros e imóveis, pois os juros tendem a aumentar e investimentos podem render menos, principalmente os de renda fixa atrelados à Selic.

Especialistas avaliam que, mesmo com sinais de desaceleração, o controle da inflação ainda exige atenção. A expectativa é de que medidas mais firmes sejam adotadas para que o índice volte ao centro da meta nos próximos meses.  

A inflação fora da meta por tanto tempo mostra que o equilíbrio econômico ainda não foi totalmente retomado. Ficar atento aos preços, planejar as finanças e buscar investimentos que protejam o poder de compra são atitudes importantes nesse cenário.

Da Redação

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