O aumento de casos de sarampo no continente americano acende um alerta para o Brasil, mas, até o momento, os três casos confirmados no país não comprometem o certificado de país livre da doença, conquistado no ano passado.

A chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergências Virais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Marilda Siqueira, informa que “Para perdermos essa recertificação, é necessário que, a partir do primeiro caso, haja, por um ano, cadeias de transmissão com o mesmo genótipo do vírus circulando”. O laboratório é acreditado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como unidade de referência regional para sarampo.

Até o momento, o Ministério da Saúde confirmou apenas casos esporádicos: dois no Rio de Janeiro, em bebês gêmeos que ainda não tinham idade para se vacinar, e um no Distrito Federal, em uma mulher adulta que provavelmente foi infectada durante uma viagem ao exterior. Das 110 suspeitas notificadas até o dia 12 de março, 22 ainda estavam em investigação nessa data, de acordo com a última atualização do painel epidemiológico da pasta.

Vacinação


A vacina contra o Morbilivirus, causador do sarampo, foi desenvolvida na década de 1960. No entanto, a intensificação da imunização no Brasil só ocorreu a partir dos anos 1990, quando autoridades globais concentraram esforços no controle da doença, após a erradicação da poliomielite, que era a maior preocupação na época. Antes dessa intensificação, o sarampo causava cerca de 2,5 milhões de mortes de crianças por ano no mundo.

Atualmente, a vacina é oferecida no Sistema Único de Saúde (SUS) como parte do imunizante Tríplice Viral, que também protege contra a caxumba e a rubéola. A primeira dose deve ser aplicada aos 12 meses de idade e a segunda aos 15 meses. Em 2024, o Brasil atingiu a meta de cobertura de 95% na primeira dose, mas menos de 80% dos bebês receberam a segunda dose.ação com informações

Da redação com informações do MS e Fiocruz

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