Estudos indicam que, durante períodos de El Niño, há um aumento significativo na infestação de larvas do Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como dengue, Zika e chikungunya. Esse aumento ocorre especialmente em regiões com temperaturas acima de 23,3°C e precipitações superiores a 153 milímetros. A arbovirose já vitimou milhares de pessoas no Brasil.

Segundo o relatório global The Lancet Countdown, o aquecimento decorrente das mudanças climáticas pode aumentar em até 37% o potencial de transmissão da dengue em todo o mundo. As altas temperaturas aceleram o ciclo de vida do Aedes aegypti, permitindo que ovos e larvas se desenvolvam mais rapidamente sob condições de calor extremo.

Chuvas irregulares e períodos prolongados de seca, seguidos por chuvas intensas, favorecem o acúmulo de água parada, criando ambientes propícios para a reprodução do mosquito. Recipientes como caixas d’água, pneus e calhas tornam-se locais ideais para a proliferação do vetor. Além disso, o aumento das temperaturas permite que o Aedes aegypti sobreviva e se reproduza em regiões anteriormente consideradas frias, expandindo sua presença para áreas de maior altitude e latitudes antes livres do inseto.

O crescimento desordenado das cidades, sem infraestrutura adequada, como saneamento básico eficiente e controle adequado de resíduos, também contribui para a disseminação do mosquito, tornando o combate à arbovirose um desafio cada vez maior.

Da redação com informações do MS

Foto: Getty Images/iStockphot

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